O
Pershing Hall é assim chamado por causa do general americano John Pershing, que usou esta mansão como seu quartel-general durante a Primeira Guerra Mundial. Mas alguém que espere que este lugar seja um museu ou um regresso a 1917 levará um susto: o hotel atualmente é a criação de Andrée Putman, designer responsável por alguns impressionantes interiores modernos, incluindo o do hotel Morgan de Ian Schrager, que pode-se dizer, iniciou a atual revolução dos hotéis boutique.

Há apenas 26 apartamentos, todos meticulosamente ordenados como o saguão. Os menores quartos duplos maximizam o espaço através da economia na decoração e as suítes maiores parecem positivamente vastas. A paleta de cores é sóbria, o extremo oposto da ofuscante abordagem cheia de veludo e dourado dos tradicionais hotéis parisienses, e também milhas à frente do que se passa por minimalismo hoje em dia, o estéril branco sobre branco que Madame Putman diz “fazer você se sentir em uma geladeira”.
Este é o design minimalista de um hotel moderno antes de ter perdido a graça, voltando a uma época em que os acessórios eram escolhidos mais pela qualidade do que pelo impacto visual, os móveis eram feitos sob medida para o hotel e a simplicidade procurava um efeito calmante, e não um efeito empobrecedor.

O foco central do hotel é o pátio interno com uma parede inteira coberta de folhagem tropical, um jardim vertical de trinta metros. E há mais no Pershing Hotel do que design, incluindo um restaurante dirigido por um ex-aluno de Alain Ducasse e sua localização no oitavo arrondissement, que coloca os hóspedes em um dos bairros mais caros da cidade.