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Claudia Ayres estreia no mundo das artes plásticas com a exposição “Colas, Colagens e Outras Traquinagens”, no dia 7 de abril, com vernissage às 20 horas, na Forneria Don Camaleone.Seria apenas uma estreia, se não fosse a mostra de Cláudia cercada de referências da boa linhagem das artes plásticas, como a cultura pop dos anos 60, e ela ter descoberto nesta arte uma “válvula de escape” para ligar com sua bipolaridade, doença que provoca alterações bruscas de humor.
Claudia utilizou a técnica mista para criar quadros em que mescla colagens e pinturas, muitas vezes recorrendo às suas referências culturais, como o rock dos anos 60 e 70, a art pop de Andy Wahol, e o grafismo que remete ao novaiorquino Basquiat.
Nas 12 obras que compõem a mostra, Claudia Ayres sobrepõe colagens de gravuras com interferências em aquarela e recortes em organza, palha, cola plástica e até saquinhos de chá, o que faz com que os seus trabalhos tenham o estilo pop e remetam incondicionalmente à memória.
Quadros grafitados
Outra característica peculiar da obra de Claudia, é que ela grafita as obras depois de prontas, por cima do vidro e as vezes da moldura, o que não é comum encontrar e acabou se tornando uma marca registrada do trabalho dela. “Não fiquei satisfeita com um quadro, me zanguei e meti o grafite nele. Depois fiquei com pena e tentei tirar com a chave do carro e percebi que dava um efeito super legal, daí passei a grafitar todos os meus quadros, é minha marca registrada. Nunca vi, mas não devo ter inventado porque ninguém inventa mais nada hoje em dia”, revela a artista sobre como chegou a este resultado final.
A veia artística sempre foi forte na especialista em Línguas que domina mais cinco idiomas, também pela convivência com o marido, o artista gráfico Marco Antrônio Neffa. O incentivo para seu trabalho veio exatamente de Marco Antônio, que ao receber uma obra de presente da esposa perguntou: Você fez isso? É muito bom dentro de sua linguagem”.
Depois desta rápida “curadoria”, Claudia mergulhou em uma profunda produção após uma viagem para Dinamarca. “Vi muitas imagens pichadas em muros de lá. A partir daí criei quatro obras nas quais inseri o vidro e grafitagens”. Claudia produziu 30 obras inéditas e vai expor 12 na forneria Don Camaleone. A mostra poderá ser visitada até 21 de maio.
A artista
Claudia é mestre em Linguística Aplicada pela UFMG, com especialização na Inglaterra e foi convidada a fazer um doutorado em Língua e Literatura com a linha de pesquisa voltada para adaptações de obras literárias para o cinema. A tese será sobre o filme “O Despertar de uma Paixão”, baseado na obra de Sommerset Maugham, com Edward Norton e Naomi Watts. Ela vai começar o doutorado no próximo semestre, em Santa Catarina, na Universidade Federal de lá, considerada uma das três melhores do Brasil nesta área. Claudia Ayres é sobrinha da escritora Bernadette Lyra.
Nas artes plásticas Claudia sofre influências do marido, que é artista gráfico. “Amamos o rock dos anos 60 e 70, cinema e arte”, ressalta.
Além dos quadros, a artista mergulhou na literatura e vai lançar até meados de outubro o livro “Montanha Russa de Emoções: Diário de uma Bipolar”. Claudia sofre de transtorno bipolar, que é caracterizado por oscilações ou mudanças cíclicas de humor. Estas mudanças vão desde oscilações normais, como nos estados de alegria e tristeza, até mudanças patológicas acentuadas.
Neste livro (autobiográfico e de auto-ajuda) ela conta sua história e como lida com a doença de uma forma bem cômica e como a arte a ajudou a extravasar seus sentimentos. “A doença já é triste, então resolvi contar a minha história de maneira consciente e responsável, mas bem humorada”, explica Claudia. O livro será ilustrado com obras criadas por ela e será lançado por uma editoria de distribuição nacional, de SP, que se interessou pela obra imediatamente.
Colas, Colagens e Outras TraquinagensAbertura: 7 de abril, às 20 horas
Local: Forneria Don Camaleone.
Período: de 7 de abril a 21 de maio
Horário de visitação: Todos os dias, a partir das 11 horas da manhã.
Endereço: Rua Desembargador Sampaio, 263, Praia do Canto, Vitória.
Tags: Matérias
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