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Cada artista apresentará de duas a três obras, resultando em um acervo com diversidade de estilo de cerca de quarenta pinturas inéditas. A escolha do tema foi com o propósito de decifrar um poeta que consegue captar com sensibilidade a alma feminina e transformá-la em canções que são verdadeiros poemas. “Para os artistas é um grande presente poder debruçar –se vagarosamente, aprofundando-se no lirismo desse autor, diz Ana Coeli.
As obras
O acervo de “Como um Encanto… Pinturas” possui dimensões variadas. A maioria das obras é em acrílica sobre tela – com exceção da artista Bianca Newlands, que utilizou uma técnica mista de desenho e pintura. Já Hermínia Passamai usou a aquarela.
Liza Tancredi criou duas telas nas quais ela interpretou as músicas “Geni e o Zepelin” e “Passaredo”. Na tela “Geni e o Zepelin”, ela utilizou acrílica sobre tela, em formato oval. Nesta obra a artista faz uma alusão do Zé Pelin chegando a Vitória. Na tela “Passaredo” são cerca de 50 pássaros de variados estilos em uma árvore. “Procurei interpretar a mulher de uma forma não literária e neste caso a alma feminina está representada nos pássaros, delicados, leves e que se reproduzem”.
Também da turma da técnica da tinta acrílica sobre tela, Julio Schimidt vai expor dois quadros batizados de “Biscoitos Amanteigados” e “Doce de Leite”, baseados na musica “Com Açucar, Com Afeto”. “A mulher aparece nostalgicamente no aspecto delicado do trabalho”, explica Schimidt.
Romilda Patez, por sua vez, vai levar para exposição cinco trabalhos em técnica mista, apresentados em forma de “Caixas dos Segredos Amorosos de Geni”, onde a pintura entra como o corpo plástico principal da obra, e sobre essa base, outros elementos foram incorporados. “Alguns elementos entraram na elaboração do trabalho e deixaram apenas suas marcas impressas”, traduz a artista.
Falar da figura feminina sem citar Attilio Colnago é quase impossível. Artista obcecado em traduzir a alma feminina, ele se inspirou quase incondicionalmente nas músicas “Carolina”, e uma obra mais introspectiva e sóbria e em “Vitrine”, em que as cores quentes jorram sobre uma mulher rodeada de elementos soltos. “Entre eles os bibelôs, que é uma referência pessoal, já que coleciono este tipo de peça. A figura feminina é recorrente em minha obra e esta será a minha terceira participação neste calendário do Dia Internacional da Mulher na Galeria Ana Terra.
Foto: divulgação / Célia Turbai
Abertura: 23 de março, às 19h
Período: de 24 de março a 17 de abril.
Horário de visitação: de segunda a sexta, das 10h às 19h e sábados, 10h às 13h.
Endereço: Rua Eugênio Neto, 106, Praia do Canto.
Informações: (27) 3235-1830.
Tags: Matérias
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