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Em todo o mundo, cerca de um milhão de pessoas morrem por ano em decorrência de infecção contraída em hospitais. No país, segundo informações da Anvisa, estima-se que a taxa de infecções hospitalares atinja 14% das internações. O problema é tão sério que ganhou até um dia para ser lembrado: o dia 15 de maio foi instituído como o Dia Nacional de Controle de Infecção Hospitalar
Além dos rigorosos cuidados com os procedimentos de higienização que devem ser tomados por toda equipe de saúde, outra aliada ao combate da IH é a arquitetura.
Para a especialista em Arquitetura em Sistema de Saúde Madalena Mello, da A&P Arquitetura e Planejamento, o controle de infecções está bastante ligado aos procedimentos da equipe de saúde, mas as soluções arquitetônicas e de engenharia também podem contribuir. “É comum vermos edifícios de saúde sem áreas de apoio e manutenção adequadas, com equipamentos de ar condicionado sob a cobertura, caixa d´água de difícil acesso, etc. A questão do refluxo de ralos e a pressão negativa em rede de água potável também devem ser levados mais a sério, prevendo instalações bem dimensionadas e cuidado com os materiais especificados”, explica Madalena.
Nos ambientes em que os pacientes são tratados e em locais de manuseio de medicamentos e alimentos, deve ser instalado lavatório exclusivo para a equipe com comandos que dispensem o contato das mãos após a lavagem. Já para as portas das áreas de isolamentos de substâncias corporais (ISC) e de bloqueio (IB) são recomendáveis soluções automatizadas, podendo ser controladas por botão, controle remoto, sensor ou comando touchless, ou outro que permita sua abertura sem tocar na maçaneta.
Outra dica é que a junção entre o piso e o rodapé permita a completa limpeza do canto formado. “Os rodapés com curva acentuada estão sujeitos a rachaduras, além de não permitirem a limpeza no sentido longitudinal. Também não é permitida a instalação de tubulações aparentes ou forros falsos removíveis, que interferem na limpeza do ambiente de áreas críticas e semicríticas”, explica.
Já nas áreas críticas, como a UTI e os centros cirúrgicos, onde não é permitido o uso de divisórias removíveis, podem ser utilizadas paredes pré-fabricadas, com revestimento resistente à lavagem e ao uso de desinfetantes. “A aplicação desse acabamento também vale como regra para pisos, tetos e bancadas. Geralmente, também é indicado o uso de substâncias antibacterianas”, finaliza.
Foto: divulgação
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