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O número de projetos registrados no sistema LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), certificação internacional para edifícios sustentáveis – residenciais e comerciais – concedida pelo Conselho de Construção Sustentável (Green Building) aumentou de quatro projetos registrados de obras em execução para 191, segundo o Green Building Council Brasil (GBCB). Destes, 80% se encontram em São Paulo e 55% são comerciais. Atualmente, 18 obras já são certificadas no país.
Os dados foram apresentados em evento realizado no auditório da Universidade Cidade de São Paulo – UNICID, pelo diretor do GBCB, Nelson Kawakami, o diretor do curso de Arquitetura da Universidade, Antonio Macedo Filho e o arquiteto norte-americano Rives Taylor, diretor de Sustentabilidade em Projetos do Gensler, um dos maiores escritórios de Arquitetura e Design do mundo, e professor da Universidade de Houston (EUA).
De acordo com Kawakami, essa expansão se deve ao fato de que os empresários já perceberam que as construções verdes reduzem o seu impacto no meio ambiente e o custo operacional dos edifícios. “A adoção de práticas sustentáveis traz benefícios econômicos mensuráveis. Uma construção verde reduz de 8 a 9% os custos operacionais de uma obra e amplia em 6,6% a taxa de retorno do imóvel, em 3,5% a taxa de ocupação e 3% o valor do aluguel”, explica.
Apesar de todas essas vantagens, Kawakami ressalta que o selo ainda precisa ser mais disseminado. “Há um grande potencial de crescimento no país. Para 2011, a meta é chegar a 400 prédios registrados para certificação. Para isso, é necessário ampliar a conscientização das pessoas, porque a redução de custos é importante, mas a mudança de postura é vital. O grande obstáculo continua sendo o desconhecimento por parte dos profissionais”, diz.
Para o diretor do curso de Arquitetura da UNICID, Antonio Macedo Filho, o planeta necessita, urgentemente, de atitudes mais positivas com relação ao meio ambiente. “É preciso repensar a maneira de proceder daqui para a frente. A construção civil é uma das atividades que mais causam impacto no meio ambiente, sendo 12% no consumo de água, 30% na emissão de efeito estufa, 65% nos resíduos e 70% na eletricidade”, revela.
Segundo Macedo, ao adotar os parâmetros do LEED, a construção precisa ser totalmente repensada. “É preciso avaliar o espaço onde o prédio será implantado, a infraestrutura do local, oferta de transporte público, a eficiência energética, o reaproveitamento de água e o uso de materiais. É um investimento que vale a pena”, afirma.
Sustentabilidade na construção americana
Nos Estados Unidos, onde a certificação LEED está consolidada há anos com mais de 20 mil empreendimentos certificados, Macedo lembra que o mercado cresce 14,2% ao ano, em um universo de US$ 10 trilhões.
Os projetos americanos de sucesso com selo LEED foram apresentados pelo arquiteto norte-americano Rives Taylor, diretor de Sustentabilidade em Projetos do Gensler, um dos maiores escritórios de Arquitetura e Design do mundo, com mais de 2,8 mil arquitetos atuando em todo o mundo.
Na palestra “Design sustentável para um mundo melhor”, o especialista destacou que uma edificação que adota o LEED ganha em funcionalidade, performance e energia. “O usuário ganha em conforto e as empresas com o aumento da produtividade”. Nesse sentido, o palestrante apresentou as últimas tecnologias empregadas na construção de edifícios sustententáveis, tais como telhados verdes e uso de novas fontes de energia, com a aeólica.
Foto à esquerda: Reprodução (Rochaverá Corporate Towers-SP)
Foto à direita: Reprodução (Eldorado Business Center-SP)
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